Das Idéias às Realizações
Entre o desejo de realizar um projeto e sua efetiva materialização, há um longo caminho. Agora ,aquilo que idealizo começa a aparecer no formato de pequenas conversas com amigos que estão na mesma sintonia.
Então, o próximo passo é reunir esses amigos que têm desejos muito parecidos com os meus e esboçar melhor esse caminho, elaborar planos de estudo sobre o tema . Quem sabe , novos projetos e formas de ensinar matemática surjam para atender também os que "aparentemente" parecem não ter afinidade nenhumacom o tema. Penso: "Quem não gostaria de compreender tão maravilhosa ciência, rainha de todas as ciências. A recusa em entrar em contato com o mundo divino da matemática está muito conectado com o medo, mas medo me parece preguiça. A preguiça pode e precisa ser trabalhada desde a primeira infância. A preguiça está nas nossas vidas como oposição às realizações. Ela não só é necessária, como essencial para a precipitação de tudo.Sem ela não poderíamos conhecer a disposição.
Abraços.
sábado, 22 de setembro de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
Trabalhando sempre com o tema dos Alimentos
ENQUANTO ESTE LABORATÓRIO NÃO CHEGA.
Terça-Feira, 24/07/2012 -6ª Série (7º ano)
Retornei hoje do recesso de Julho. Nem todos os alunos estavão presentes, então aproveitei para conversar com os alunos com rendimento Não Satisfatório para saber como posso ajudá-los.
Queria saber um pouco mais sobre eles, sua rotina, se ajudam nas tarefas da casa, se cozinham; pelo menos eu já cozinhava aos 9 anos porque gostava demais de um fogão e fui aprendendo desde cedo a fazer aquelas refeições básicas: arroz, feijão, café, fritar ovos.
Eu passei algumas tarefas bem pequenas para eles: Alguns iriam perguntar aos pais qual o consumo de arroz durante o mês, outros , o consumo de feijão, e uma das alunas recebeu uma tarefa um pouco mais trabalhosa, ela juntamente com a avó que cozinha,deverá mensurar a quantidade de arroz cru que entra na panela e a quantidade de arroz cozido que sai da panela. Como não têm balança de cozinha na casa dela, pedi que usasse a mesma unidade de medida. Ela disse que a avó usa um copo, então, depois de pronto, deverá contar quantos copos de arroz cozido conseguirá.Vamos ver como será o retorno desta tarefa, pois não conheço a família, mas é uma maneira da família participar de uma atividade escolar.
Não conheciam o significado da palavra "consumo".
Na próxima aula deverão trazer as anotações que pedi e em cima dessas anotações vamos começar a fazer alguns cálculos, contemplando as quatro operações. O que eu quero com isso? Fazer algum cálculo que faça algum sentido para eles, mesmo que não necessário, envolver as famílias que terão no mínimo que passar as informações.Vamos ver se renderá algum fruto. Eu espero que sim.
A experiência de conhecer um pouco de sua rotina me levou a uma situação não muito agradável, porque uma das crianças bastante introvertida teve uma crise de choro , porque simplesmente perguntei se alguém da casa, pai ou mãe podiam ajudá-la com as contas. Acontece que sem querer toquei numa ferida dela, porque o pai esté preso. Bem, o que fiz foi acalmá-la, deixá-la chorar, chamar a amiga íntima com quem ela troca essas confidências , esperar que todos saíssem para o intervalo, assim elas sairam depois. Expliquei a ela que não sabia, pedi desculpas e disse que só quero ajudá-la. Ela me disse que presta atenção, mas não compreende as minhas explicações, então sugeri que ficasse mais próxima de mim durante as aulas para que eu possa auxiliá-la mais de perto.
Depois dessa experiência fiquei pensando que talvez seja melhor ir mais devagar com as vidas pessoais de meus alunos, pois alguns gostam muito de falar de sí , mas outros, os mais reservados, não gostam. Por isso, eu preciso ter cautela.
Bem,depois desse fato, eu somente perguntei como poderia ajudá-los, se sabiam as quatro operações básicas ou qual delas tinham dificuldades para que pudéssemos trabalhar juntos.Eles se colocaram e como eu tinha um pouco mais de tempo, pedi para que me mostrassem como faziam algumas operações e os ia ajudando quando via algum procedimento não correto, sem lhes dizer o que fazer, mas que pensassem porque estavam fazendo daquela forma. Isso foi feito individidualmente.
Enquanto atendia um aluno, chamei um deles para me fazer um favor: Contar discretamente quantos alunos tinham na sala., mas não sabiam o significado da palavara "discretamente". Fiz isso em duas das salas com um menino e uma menina para constatar que sabiam contar.
Com estas observações eu tenho planos de como vou trabalhar a recuperação contínua desses alunos que acabaram ficando para trás., principalmente subtração com reserva ou empréstimo.
É importante que dominem as quatro operações básicas pelo menos até a milhar, acho que se sentirão mais seguros e mais confiantes para aprender outras coisas.
A idéia de trabalhar com a matemática envolvendo alimentos se deve ao fato de que é de extrema importância para todos nós. Não podemos ficar sem alimentos. Não sabemos ainda como sobreviver sem comida. É talvez um dos maiores trabalhos de toda a humanidade, produção e distribuição de alimentos. É tema que abrange todas as disciplinas, fácil de fazer conexões.
Um abraço.
Terça-Feira, 24/07/2012 -6ª Série (7º ano)
Retornei hoje do recesso de Julho. Nem todos os alunos estavão presentes, então aproveitei para conversar com os alunos com rendimento Não Satisfatório para saber como posso ajudá-los.
Queria saber um pouco mais sobre eles, sua rotina, se ajudam nas tarefas da casa, se cozinham; pelo menos eu já cozinhava aos 9 anos porque gostava demais de um fogão e fui aprendendo desde cedo a fazer aquelas refeições básicas: arroz, feijão, café, fritar ovos.
Eu passei algumas tarefas bem pequenas para eles: Alguns iriam perguntar aos pais qual o consumo de arroz durante o mês, outros , o consumo de feijão, e uma das alunas recebeu uma tarefa um pouco mais trabalhosa, ela juntamente com a avó que cozinha,deverá mensurar a quantidade de arroz cru que entra na panela e a quantidade de arroz cozido que sai da panela. Como não têm balança de cozinha na casa dela, pedi que usasse a mesma unidade de medida. Ela disse que a avó usa um copo, então, depois de pronto, deverá contar quantos copos de arroz cozido conseguirá.Vamos ver como será o retorno desta tarefa, pois não conheço a família, mas é uma maneira da família participar de uma atividade escolar.
Não conheciam o significado da palavra "consumo".
Na próxima aula deverão trazer as anotações que pedi e em cima dessas anotações vamos começar a fazer alguns cálculos, contemplando as quatro operações. O que eu quero com isso? Fazer algum cálculo que faça algum sentido para eles, mesmo que não necessário, envolver as famílias que terão no mínimo que passar as informações.Vamos ver se renderá algum fruto. Eu espero que sim.
A experiência de conhecer um pouco de sua rotina me levou a uma situação não muito agradável, porque uma das crianças bastante introvertida teve uma crise de choro , porque simplesmente perguntei se alguém da casa, pai ou mãe podiam ajudá-la com as contas. Acontece que sem querer toquei numa ferida dela, porque o pai esté preso. Bem, o que fiz foi acalmá-la, deixá-la chorar, chamar a amiga íntima com quem ela troca essas confidências , esperar que todos saíssem para o intervalo, assim elas sairam depois. Expliquei a ela que não sabia, pedi desculpas e disse que só quero ajudá-la. Ela me disse que presta atenção, mas não compreende as minhas explicações, então sugeri que ficasse mais próxima de mim durante as aulas para que eu possa auxiliá-la mais de perto.
Depois dessa experiência fiquei pensando que talvez seja melhor ir mais devagar com as vidas pessoais de meus alunos, pois alguns gostam muito de falar de sí , mas outros, os mais reservados, não gostam. Por isso, eu preciso ter cautela.
Bem,depois desse fato, eu somente perguntei como poderia ajudá-los, se sabiam as quatro operações básicas ou qual delas tinham dificuldades para que pudéssemos trabalhar juntos.Eles se colocaram e como eu tinha um pouco mais de tempo, pedi para que me mostrassem como faziam algumas operações e os ia ajudando quando via algum procedimento não correto, sem lhes dizer o que fazer, mas que pensassem porque estavam fazendo daquela forma. Isso foi feito individidualmente.
Enquanto atendia um aluno, chamei um deles para me fazer um favor: Contar discretamente quantos alunos tinham na sala., mas não sabiam o significado da palavara "discretamente". Fiz isso em duas das salas com um menino e uma menina para constatar que sabiam contar.
Com estas observações eu tenho planos de como vou trabalhar a recuperação contínua desses alunos que acabaram ficando para trás., principalmente subtração com reserva ou empréstimo.
É importante que dominem as quatro operações básicas pelo menos até a milhar, acho que se sentirão mais seguros e mais confiantes para aprender outras coisas.
A idéia de trabalhar com a matemática envolvendo alimentos se deve ao fato de que é de extrema importância para todos nós. Não podemos ficar sem alimentos. Não sabemos ainda como sobreviver sem comida. É talvez um dos maiores trabalhos de toda a humanidade, produção e distribuição de alimentos. É tema que abrange todas as disciplinas, fácil de fazer conexões.
Um abraço.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Pão e Formas
Trabalhar Pão com a criançada é bem legal para falar das formas. Na hora de esticar a massa, é possível formar círculos, quadrados, retângulos, triângulos e introduzir o conceito de bidimensionalidade , e na hora de fechar os pães com o recheio é possível introduzir o conceito de tridimensionalidade. Os pães podem parecer : esferas, cilindros, prismas e dá até para fazer um pão no formato de pirãmide.
Outra coisa bacana para trabalhar já com os 7ºs e 8ºs anos (antigas 6ªs e 7ªs séries) é o conceito de proporcionalidade.
Por exemplo , quando fui fazer o pão que levava 1 1/2 xícara de abóbora amassada, reparei que eu tinha 2 xícaras e meia, então fui aumentando a receita proporcionalmente, calculando em porcentagem quanto a mais significava 1 xícara de abóbora. Eu não queria desperdiçar a abóbora então fui fazendo os cálculos que não eram muitos precisos, mas mesmo assim por pequena diferença eu arrisquei.
Mas podemos começar com o dobro da receita., assim multiplicamos todos os ingredientes por 2.
Outra coisa interessante para construir com os alunos é conseguir o equivalente das medidas como: colher de sopa e xícara que aparecem nesta receita.
Os alunos podem pesar as colheres de sopa e açucar, anotando sua medida em gramas., e podem medir quantos ml de óleo cabem em uma colher de sopa, e quantos ml de leite cabem em uma xícara de café., para isso vamos precisar de balanças e medidores.
Fermento: cada pacote de fermento biológico seco equivale 30 gramas do envelope biológico fresco.
A Receita
Ingredientes:
Massa
1 xícara de café de leite
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de sal
1 pacote de fermento ou 2 tabletes
2 ovos
4 colheres de sopa de óleo
1 ½ xícara de abobora cozinha e espremida
4 xícaras de farinha
Carne seca
4 colheres de sopa de óleo
2 xícaras de carne seca dessalgada, cozida e desfiada
1 xícara de cebola picada
1 xícara de tomate picado
½ pimenta dedo de moça sem semente
½ xícara de cebolinha picada
1 gema para pincelar
Amornar o leite e colocar o açúcar, o sal e o fermento. Deixar fermentar um pouco. Adicionar o ovo, o óleo e a abobora. Dar o ponto com a farinha. Deixar a massa descansar por 30 minutos.
Carne seca
Numa panela quente, colocar o óleo e refogar bem a carne seca. Se precisar ponha um pouco mais de óleo. Quando estiver sequinha, colocar a cebola, o tomate e a pimenta e refogar até murchar a cebola. Finalizar com a cebolinha e deixar esfriar. Abrir a massa colocar a carne seca e o requeijão cremoso e fechar. Colocar numa forma e deixar fermentar. Pincelar gema em cima e assar em forno médio.
1 xícara de café de leite
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de sal
1 pacote de fermento ou 2 tabletes
2 ovos
4 colheres de sopa de óleo
1 ½ xícara de abobora cozinha e espremida
4 xícaras de farinha
Carne seca
4 colheres de sopa de óleo
2 xícaras de carne seca dessalgada, cozida e desfiada
1 xícara de cebola picada
1 xícara de tomate picado
½ pimenta dedo de moça sem semente
½ xícara de cebolinha picada
1 gema para pincelar
Modo de preparo:
MassaAmornar o leite e colocar o açúcar, o sal e o fermento. Deixar fermentar um pouco. Adicionar o ovo, o óleo e a abobora. Dar o ponto com a farinha. Deixar a massa descansar por 30 minutos.
Carne seca
Numa panela quente, colocar o óleo e refogar bem a carne seca. Se precisar ponha um pouco mais de óleo. Quando estiver sequinha, colocar a cebola, o tomate e a pimenta e refogar até murchar a cebola. Finalizar com a cebolinha e deixar esfriar. Abrir a massa colocar a carne seca e o requeijão cremoso e fechar. Colocar numa forma e deixar fermentar. Pincelar gema em cima e assar em forno médio.
Olha minha gente, é infinita as possibilidades de trabalhos com culinária, dá para fazer tantas conexões que poderia ficar relatando por horas. Dá para trabalhar ciências com enfoque nos alimentos , história do pão, língua portuguesa no enfoque da palavra "forma" com a nova ortografia : veja abaixo:
É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
http://michaelis.uol.com.br/novaortografia.php/.
Enfim,....Fico na torcida para ter este laboratório de matemática com uma cozinha .
A receita é do Chef Eduardo Guedes : http://noticias.r7.com/blogs/edu-guedes/2012/05/28/pao-de-abobora-com-recheio-carne-seca/
Abraços.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Rocambole de Carne Moida , Gramas, Continhas, Perda de Peso no Cozimento
Hoje reuni meus sobrinhos netos para fazer um rocambole de carne moída,
receita que retirei do yahoo, sugestão da chef Renata Abdalla.
A atividade de fazer o rocambole também incluiu pesar todos os ingredientes crus: carne, cebola, ovo, presunto, queijo. Anotaram todos os números que somados totalizaram 1957 gramas . Aprenderam a usar a balança digital que pesa até 3 quilos . Apenderam descontar o recipiente cujo peso era 127 gramas, fizeram contas de subtração.
Depois de Assado, pesaram o rocambole : Total 1582 gramas. Como não cabia na balança, cortamos ao meio. Fizemos as contas : 1957 - 1582 = 375 gramas.
Depois conversei um pouco com eles sobre como alguns alimentos incham de água, como o arroz, por exemplo , ganhando peso após o cozimento e alguns perdem água e gordura após cozimento.
Pedi que assistissem um vídeo que encontrei na internt sobre a "fome no mundo" . Ficaram impressionados, demora bastante para percebermos o quanto somos sortudos por ter tantos alimentos à nossa disposição e tanta diversidade deles.
Cálculos : Alimentos Crus : 288 gramas de pão, 48 gramas de cebola, 54 gramas do ovo, 256 gramas de queijo, 255 gramas de presunto = 1957 gramas
Eles fizeram também , uma Mousse de Maracujá que inventamos na hora: Duas latas de creme de leite sem soro, 2 latas de leite condensado( mas não tinhamos , então batemos leite em pó bem denso, bastante leite, pouca água, até ficar parecido com leite condensado), duas latas de suco concentrado de maracujá, açucar a gosto, eles foram experimentando e a decisão de usar duas latas de suco concentrado de maracujá foi deles, experimentando o sabor. Usamos também 1 envelope de gelatina em pó sem sabor que hidratamos em água fria e dissolvemos em banho maria. Usamos o Liquidificador, como ficou apertado, passamos para a batedeira. Ficou muito bom., simples e gostoso.
Eles gostaram tanto que partiram para o segundo rocambole recheado com legumes variados. Fizeram em muito menor tempo do que o primeiro.
A Receita :
Rocambole de Carne
(4 porções)
Ingredientes da massa
Modo de preparo
Ingredientes para o recheio*
*Use sua criatividade para fazer com o recheio que preferir
Modo de preparo
Abraços.
A atividade de fazer o rocambole também incluiu pesar todos os ingredientes crus: carne, cebola, ovo, presunto, queijo. Anotaram todos os números que somados totalizaram 1957 gramas . Aprenderam a usar a balança digital que pesa até 3 quilos . Apenderam descontar o recipiente cujo peso era 127 gramas, fizeram contas de subtração.
Depois de Assado, pesaram o rocambole : Total 1582 gramas. Como não cabia na balança, cortamos ao meio. Fizemos as contas : 1957 - 1582 = 375 gramas.
Depois conversei um pouco com eles sobre como alguns alimentos incham de água, como o arroz, por exemplo , ganhando peso após o cozimento e alguns perdem água e gordura após cozimento.
Pedi que assistissem um vídeo que encontrei na internt sobre a "fome no mundo" . Ficaram impressionados, demora bastante para percebermos o quanto somos sortudos por ter tantos alimentos à nossa disposição e tanta diversidade deles.
Cálculos : Alimentos Crus : 288 gramas de pão, 48 gramas de cebola, 54 gramas do ovo, 256 gramas de queijo, 255 gramas de presunto = 1957 gramas
Eles fizeram também , uma Mousse de Maracujá que inventamos na hora: Duas latas de creme de leite sem soro, 2 latas de leite condensado( mas não tinhamos , então batemos leite em pó bem denso, bastante leite, pouca água, até ficar parecido com leite condensado), duas latas de suco concentrado de maracujá, açucar a gosto, eles foram experimentando e a decisão de usar duas latas de suco concentrado de maracujá foi deles, experimentando o sabor. Usamos também 1 envelope de gelatina em pó sem sabor que hidratamos em água fria e dissolvemos em banho maria. Usamos o Liquidificador, como ficou apertado, passamos para a batedeira. Ficou muito bom., simples e gostoso.
Eles gostaram tanto que partiram para o segundo rocambole recheado com legumes variados. Fizeram em muito menor tempo do que o primeiro.
A Receita :
(4 porções)
Ingredientes da massa
- 1 kg carne moída
- 2 pães franceses (ou quantidade equivalente de qualquer outro pão salgado)
- 1 cebola média picadinha
- 1 dente de alho picadinho
- ½ xícara de salsinha picada
- 1 ovo inteiro
- Sal e pimenta do reino a gosto
Modo de preparo
- Coloque o pão em uma bacia pequena e cubra com água para ele se desmanchar. Com a ponta dos dedos vá mexendo no pão para acelerar o processo. Depois de bem desmanchado, escorra bem a água, apertando o pão, se preciso.
- Numa tigela misture a carne moída, a salsinha, o ovo, o pão desmanchado, a cebola e o alho até que forme uma massa bem homogênea. Reserve.
- Dica: Para os dias mais quentes adicione 2 cubos de gelo durante o processo da mistura dos ingredientes para a carne não escurecer.
Ingredientes para o recheio*
- 200 g de presunto fatiado (ou peito de peru)
- 250 g de queijo prato fatiado (ou mussarela)
- 1 colher (sopa) de orégano
*Use sua criatividade para fazer com o recheio que preferir
Modo de preparo
- Pegue um saco plástico ou filme de aproximadamente 50 cm x 30 cm e unte com óleo ou azeite.
- Disponha a massa da carne sobre o plástico em formato retangular.
- Reserve 2 fatias de queijo para finalizar e distribua as fatias de presunto e queijo sobre a carne, deixando uma margem de uns 5 cm nas quatro laterais para poder fechar e o recheio não vazar. Polvilhe o orégano.
- Levante o plástico em uma das pontas e vá enrolando o rocambole cuidadosamente, apertando com firmeza a cada volta, até encontrar o lado oposto. Cuidado para não enrolar o plástico junto.
- Nas laterais, aperte bem até que a abertura tenha se fechado.
- Numa assadeira passe um fio de óleo e para acomodar o rocambole, vá escorregando-o cuidadosamente do plástico até que ele “caia” na assadeira, retire o plástico com cuidado para o rocambole não quebrar.
- Corte as fatias de queijo reservadas em 3 tiras e coloque sobre o rocambole ainda cru.
- Leve ao forno pré-aquecido em 240 graus por aproximadamente 20 a 30 minutos, até que esteja com o queijo de cima bem torradinho.
- Sirva quente em fatias, acompanhado de salada, arroz, purê de batatas, suflês, massas, etc.
Abraços.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Mais Suave é Melhor, Mais Leve é Melhor, porque mais suave e mais leve a gente não sente tanto a lei da gravidade.
Uma História.
Em 2010,...ah sim, eu morava no jardim Aricanduva, zona leste de são paulo; fuçando na Internet eu conheci o Dr. Ubiratan D'Ambrosio, e lí num jornal local o termo "Etnomatemática" . Mais tarde eu acabei o conhecendo pessoalmente numa palestra em uma Universidade onde ele trabalha.
Fiquei bastante interessada e acabei comprando um dos seus livros, mas confesso que fiquei um pouco confusa sobre o tema e com tanto trabalho a gente nem consegue dar conta do que quer e precisa ler.
Para os interessados aí está o site oficial do Dr. Ubiratan D'Ambrosio:
http://vello.sites.uol.com.br/ubi.htm.
Eu não sei se os professores da rede pública municipal de são paulo já leram, mas no caderno de Orientações Curriculares -Proposição de Expectativas de Aprendizagem - Ensino Fundamental II - Matemática , na pág 122, na Bibliografia, consta o nome do Dr. Ubiratan D'Ambrosio. Sociedade, cultura, matemática e seu ensino. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v 31,p.99-120,2005.
Vi uma reportagem há alguns dias sobre educação domiciliar que já está acontecendo aqui no Brasil e também ouvi um jurista dizer do direito que toda criança tem ao ensino acadêmico.
É sobre isso que eu quero falar, me expressar. Nesse mesmo ano eu lecionava na vila formosa e em uma das reuniões, um pastor de uma igreja que fazia um trabalho com as crianças daquela comunidade, mencionou uma frase que me deixou bastante pensativa . Ele disse que os Professores tinham a síndrome da cabeça inchada; cabeça cheia de conhecimentos e o coração bem pequenininho . Uauuuuuuuuu !
Eu entendi muito bem do que ele estava falando, pelo menos para mim , fazia sentido.
Estudar é show de bola não é? , eu gosto, sempre gostei de estudar, eu sou curiosa sobre temas variados, eu fuço, leio. Bem, já a minha irmã Valéria , a primogênita, que eu amo de paixão , fica toda arrepiada quando se fala em etudar e ela fala disso dando muitas risadas., abandonou a escola na 6ª série, lá no ano de 1967. Ela é vendedora , trabalha vendendo filtro de água de porta em porta. Eu tenho a impressão de que ela é muito mais inteligente do que eu nas questões financeiras, aliás eu não tenho a impressão, eu tenho é certeza. Meus outros dois irmãos, mais jovens do que eu 9 e 13 anos, também são vendedores, estudaram até o ensino superior; um deles tem um cargo de Gerente Regional em uma multinacional e o outro é representante comercial numa empresa famosa, mas bem brasileira, creio eu. Meu pai também era vendedor. Meu pai trabalhou numa grande empresa que faz vidros, depois trabalhou numa empresa que faz fogões, depois foi cobrador de ônibus, bem , eu me pareço muito com ele, ele não se encontrava em lugar nenhum, era boêmio, chegou a gravar um LP com o conjunto dele, ele amava música, aprendeu a tocar violão sozinho , mas não conhecia , nem lia partituras. Depois de ser cobrador , ele resolveu ser vendedor de vassouras, rodos. Ele era engraçado demais da conta. No primeiro dia, ele jogou a mala dele fora, porque estava nervoso, não tinha conseguido vender nada, mas aos poucos foi se adaptando.
Numa família com 6 pessoas, pai e três irmãos vendedores , eu professora, tentando vender matemática para meus alunos. Minha mãe foi tecelã e também teve várias outras atividades, inclusive comércio.
Tantas voltas e tantas histórias para me expressar. Acho nosso sistema educacional um pouco cruel, porque valorizamos muito o ensino acadêmico e acabamos tendo julgamentos de valor com as pessoas que não têm essa habilidade ou pelo menos ainda não estão preparadas para isso.Acredito que todos merecem o melhor de mim, mas não merecem meu julgamento. Merecem apenas que eu lhes deseje a maior felicidade do mundo onde quer que se encontrem no mundo do trabalho.
Há algumas semanas, um pedreiro esteve em minha casa para fazer uma pequena reforma. De zero a dez eu dei a ele nota 9 . Eu fiquei impressionada com a rapidez dele e com a sua organização, quando terminou o trabalho não tinha uma gota de tinta no chão e me entregou a casa organizada para aquela faxina maior, tudo varrido, lixo recolhido. Que habilidade!
Abraços.
Em 2010,...ah sim, eu morava no jardim Aricanduva, zona leste de são paulo; fuçando na Internet eu conheci o Dr. Ubiratan D'Ambrosio, e lí num jornal local o termo "Etnomatemática" . Mais tarde eu acabei o conhecendo pessoalmente numa palestra em uma Universidade onde ele trabalha.
Fiquei bastante interessada e acabei comprando um dos seus livros, mas confesso que fiquei um pouco confusa sobre o tema e com tanto trabalho a gente nem consegue dar conta do que quer e precisa ler.
Para os interessados aí está o site oficial do Dr. Ubiratan D'Ambrosio:
http://vello.sites.uol.com.br/ubi.htm.
Eu não sei se os professores da rede pública municipal de são paulo já leram, mas no caderno de Orientações Curriculares -Proposição de Expectativas de Aprendizagem - Ensino Fundamental II - Matemática , na pág 122, na Bibliografia, consta o nome do Dr. Ubiratan D'Ambrosio. Sociedade, cultura, matemática e seu ensino. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v 31,p.99-120,2005.
Vi uma reportagem há alguns dias sobre educação domiciliar que já está acontecendo aqui no Brasil e também ouvi um jurista dizer do direito que toda criança tem ao ensino acadêmico.
É sobre isso que eu quero falar, me expressar. Nesse mesmo ano eu lecionava na vila formosa e em uma das reuniões, um pastor de uma igreja que fazia um trabalho com as crianças daquela comunidade, mencionou uma frase que me deixou bastante pensativa . Ele disse que os Professores tinham a síndrome da cabeça inchada; cabeça cheia de conhecimentos e o coração bem pequenininho . Uauuuuuuuuu !
Eu entendi muito bem do que ele estava falando, pelo menos para mim , fazia sentido.
Estudar é show de bola não é? , eu gosto, sempre gostei de estudar, eu sou curiosa sobre temas variados, eu fuço, leio. Bem, já a minha irmã Valéria , a primogênita, que eu amo de paixão , fica toda arrepiada quando se fala em etudar e ela fala disso dando muitas risadas., abandonou a escola na 6ª série, lá no ano de 1967. Ela é vendedora , trabalha vendendo filtro de água de porta em porta. Eu tenho a impressão de que ela é muito mais inteligente do que eu nas questões financeiras, aliás eu não tenho a impressão, eu tenho é certeza. Meus outros dois irmãos, mais jovens do que eu 9 e 13 anos, também são vendedores, estudaram até o ensino superior; um deles tem um cargo de Gerente Regional em uma multinacional e o outro é representante comercial numa empresa famosa, mas bem brasileira, creio eu. Meu pai também era vendedor. Meu pai trabalhou numa grande empresa que faz vidros, depois trabalhou numa empresa que faz fogões, depois foi cobrador de ônibus, bem , eu me pareço muito com ele, ele não se encontrava em lugar nenhum, era boêmio, chegou a gravar um LP com o conjunto dele, ele amava música, aprendeu a tocar violão sozinho , mas não conhecia , nem lia partituras. Depois de ser cobrador , ele resolveu ser vendedor de vassouras, rodos. Ele era engraçado demais da conta. No primeiro dia, ele jogou a mala dele fora, porque estava nervoso, não tinha conseguido vender nada, mas aos poucos foi se adaptando.
Numa família com 6 pessoas, pai e três irmãos vendedores , eu professora, tentando vender matemática para meus alunos. Minha mãe foi tecelã e também teve várias outras atividades, inclusive comércio.
Tantas voltas e tantas histórias para me expressar. Acho nosso sistema educacional um pouco cruel, porque valorizamos muito o ensino acadêmico e acabamos tendo julgamentos de valor com as pessoas que não têm essa habilidade ou pelo menos ainda não estão preparadas para isso.Acredito que todos merecem o melhor de mim, mas não merecem meu julgamento. Merecem apenas que eu lhes deseje a maior felicidade do mundo onde quer que se encontrem no mundo do trabalho.
Há algumas semanas, um pedreiro esteve em minha casa para fazer uma pequena reforma. De zero a dez eu dei a ele nota 9 . Eu fiquei impressionada com a rapidez dele e com a sua organização, quando terminou o trabalho não tinha uma gota de tinta no chão e me entregou a casa organizada para aquela faxina maior, tudo varrido, lixo recolhido. Que habilidade!
Abraços.
domingo, 8 de julho de 2012
Uso de Calculadora - Pode ou Não Pode ?
" A venda de calculadoras será livre em qualquer comércio e não será proibida a venda para menores de 18 anos "
Bem, isso é uma brincadeira minha, mas afinal, existe algum lugar onde é proibido o uso da calculadora? Faço esta pergunta aos meus alunos .
Existe sim, nos concursos e nos vestibulares e nas provas de avaliações externas. Já fui fiscal de um concurso e todos os lápis que tinham a tabuada gravada foram recolhidos dos candidatos. Já está liberado o uso da calculadora nesses eventos ? Isso não impede que um candidato que não tenha decorado a tabuada possa escrever a sua nos seus rascunhos, lá naquele momento. A diferença é que uma pessoa que tenha decorado a tabuada faz uma conta muito mais rápido., mas a maioria dos nossos alunos não têm a tabuada na ponta da língua. O que aconteceu? Não é mais importante? Eu não tenho essa resposta.
Outra história.
Em 2008 quando residia no Rio Pequeno, fui a uma loja grande de Hortifrutigranjeiros. Quando estava passando pelo caixa, acabou a energia e pelo menos naquele momento provavelmente a loja não tinha gerador ou não estava funcionando. Foi uma situação muito constrangedora para a moça do caixa, ela procurava desesperadamente uma calculadora, mas ninguém encontrava . Eu tinha comprado dois produtos de fácil cálculo de soma e também de troco. Eu não interferi, só observei a preocupação da menina que não sabia fazer o troco e a fila aumentando., até que alguém trouxe uma máquina de calcular e ela fez a sua continha.
Que importância tem isso? Pelo menos para a menina que ficou constrangida ? Eu penso nisso, porque não há hoje nenhuma necessidade de alguém saber fazer um troco mentalmente. Hoje é tudo perfeito e rápido, digita-se o valor do dinheiro recebido e a máquina calcula o troco que é lido pelo caixa e devolvido ao cliente, não há erros.
Semana passada flagrei uma aluna fazendo uma conta no celular e eu pedi para ela desligar e ela reclamou comigo que demorava demais fazer a continha sem a calculadora.
Somar, Subtrair, Multiplicar e Dividir é só uma ferramenta não é? porque a importância da matemática está basicamente no raciocínio , na solução de alguma situação que se pode resolver através dos números . Mas , quando se está na escola fazer as quatro operações básicas pelo menos com números até a milhar é importante , com o lápis e a borracha e depois, usamos as calculadoras.
Uma vez um certo amigo me disse que o dinheiro cria inteligência e eu espero que isso seja verdade., o que significa que quando as pessoas começam a lidar com o dinheiro , aprendem bem rápido e consigam checar se o troco que receberam está correto.
Para fazer uma atividade nesta área, eu costumo pegar nos supermercados aqueles jornais de ofertas. Recorto , colo em cartolinas, faço várias delas e depois faço a atividade das compras, cada um escolhe 5 produtos, faz a soma e calcula o troco para R$ 50,00 (cinquenta Reais) , isso usando o lápis e papel. E eu também aproveito para trabalhar com o Quilograma. Por exemplo, se tenho um anúncio de salsicha com o preço do Quilo, eu coloco na cartolina o valor de 1,5 Kgs ou qualquer valor diferente de 1 quilo.
Para aprender a fazer um troco, precisamos trabalhar com aquele dinheirinho de papel. Pode-se trabalhar com grupos de 4 alunos, com vários valores e com foco no troco, uns com os outros, onde em cada momento um deles é o "caixa"
Procuro orientar meus alunos que o uso da calculadora só é proibido em concursos, provas, vestibulares, e se em algum momento etiverem em uma dessas situações é bom estarem preparados.
O que você acha ?
Abraços.
" A venda de calculadoras será livre em qualquer comércio e não será proibida a venda para menores de 18 anos "
Bem, isso é uma brincadeira minha, mas afinal, existe algum lugar onde é proibido o uso da calculadora? Faço esta pergunta aos meus alunos .
Existe sim, nos concursos e nos vestibulares e nas provas de avaliações externas. Já fui fiscal de um concurso e todos os lápis que tinham a tabuada gravada foram recolhidos dos candidatos. Já está liberado o uso da calculadora nesses eventos ? Isso não impede que um candidato que não tenha decorado a tabuada possa escrever a sua nos seus rascunhos, lá naquele momento. A diferença é que uma pessoa que tenha decorado a tabuada faz uma conta muito mais rápido., mas a maioria dos nossos alunos não têm a tabuada na ponta da língua. O que aconteceu? Não é mais importante? Eu não tenho essa resposta.
Outra história.
Em 2008 quando residia no Rio Pequeno, fui a uma loja grande de Hortifrutigranjeiros. Quando estava passando pelo caixa, acabou a energia e pelo menos naquele momento provavelmente a loja não tinha gerador ou não estava funcionando. Foi uma situação muito constrangedora para a moça do caixa, ela procurava desesperadamente uma calculadora, mas ninguém encontrava . Eu tinha comprado dois produtos de fácil cálculo de soma e também de troco. Eu não interferi, só observei a preocupação da menina que não sabia fazer o troco e a fila aumentando., até que alguém trouxe uma máquina de calcular e ela fez a sua continha.
Que importância tem isso? Pelo menos para a menina que ficou constrangida ? Eu penso nisso, porque não há hoje nenhuma necessidade de alguém saber fazer um troco mentalmente. Hoje é tudo perfeito e rápido, digita-se o valor do dinheiro recebido e a máquina calcula o troco que é lido pelo caixa e devolvido ao cliente, não há erros.
Semana passada flagrei uma aluna fazendo uma conta no celular e eu pedi para ela desligar e ela reclamou comigo que demorava demais fazer a continha sem a calculadora.
Somar, Subtrair, Multiplicar e Dividir é só uma ferramenta não é? porque a importância da matemática está basicamente no raciocínio , na solução de alguma situação que se pode resolver através dos números . Mas , quando se está na escola fazer as quatro operações básicas pelo menos com números até a milhar é importante , com o lápis e a borracha e depois, usamos as calculadoras.
Uma vez um certo amigo me disse que o dinheiro cria inteligência e eu espero que isso seja verdade., o que significa que quando as pessoas começam a lidar com o dinheiro , aprendem bem rápido e consigam checar se o troco que receberam está correto.
Para fazer uma atividade nesta área, eu costumo pegar nos supermercados aqueles jornais de ofertas. Recorto , colo em cartolinas, faço várias delas e depois faço a atividade das compras, cada um escolhe 5 produtos, faz a soma e calcula o troco para R$ 50,00 (cinquenta Reais) , isso usando o lápis e papel. E eu também aproveito para trabalhar com o Quilograma. Por exemplo, se tenho um anúncio de salsicha com o preço do Quilo, eu coloco na cartolina o valor de 1,5 Kgs ou qualquer valor diferente de 1 quilo.
Para aprender a fazer um troco, precisamos trabalhar com aquele dinheirinho de papel. Pode-se trabalhar com grupos de 4 alunos, com vários valores e com foco no troco, uns com os outros, onde em cada momento um deles é o "caixa"
Procuro orientar meus alunos que o uso da calculadora só é proibido em concursos, provas, vestibulares, e se em algum momento etiverem em uma dessas situações é bom estarem preparados.
O que você acha ?
Abraços.
sábado, 7 de julho de 2012
A Todos os Professores de Matemática do Brasil.
Em 1982 no último ano da faculdade eu já estava lecionando na rede pública estadual. Eu acho importante contar as histórias. O que foi que aconteceu? Ao longo desses anos todos, será que eu piorei? Eu me lembro de ter atingido um número muito maior de estudantes e usando uma régua de porcentagem ., acredito que entre 50 e 70% dos alunos conseguiam de alguma forma compreender no todo, o uso da matemática.
É claro que para muitos é paixão, não estão muito interessados nos motivos de fazer este ou aquele procedimento; fazem porque lhes dá prazer concluir um exercício., e aqueles que não têm muita afinidade com a disciplina, precisam de muitas explicações para fazer qualquer movimento que envolva questões matemáticas.
E eu acho muito normal questionar sobre temas que não nos interessam., eu pessoalmente não gosto de papo de economista, assim que vejo um falando na tv, mudo de canal, eles têm explicação para tudo e formas e fórmulas de fazer o dinheiro render mais ou menos, formas de comprar um bem que valorize mais ou menos e como o foco deles é exatamente esse , eu não me interesso em ouvir., mas eu sei uma coisa muito importante sobre administrar o dinheiro. Se gastamos mais do que ganhamos, ficaremos devendo para alguém.
Eu confesso que estou com meus "ovários" bem cheios da importância que se tem dado ao ensino da matemática e pouquíssimo investimento ou formas novas de ensinar. Vá até o Google e digite: O que há de novo no ensino da matemática?
Por isso quero demais conseguir um laboratório de matemateca (matemoteca) dentro da escola. Este laboratório poderia servir também aos professores de geografia e tantos outros.
O que eu verifiquei é que quando levo para a sala o "metro" aquele de bambu que a gente compra nas casas de materiais de construção, é uma guerra, todo mundo quer fazer, quer medir, eles adoram tocar, fazer estas atividades manuais e aqui cabe outra história:
Eu morava no Rio pequeno entre 2007 e metade de 2009. Eu fui até uma loja de produtos para animais comprar um portãozinho para instalar em uma das portas, por causa dos meus cães. Eu estava com as minhas medidas e pedi para a atendente medir o portão. Ela pegou aquele objeto que tem quatro faces, eu não sei exatamente quais unidades têm ali: metro, polegada, nunca peguei nas mãos um desses. Sei lá que lado ela usou, mas virou para mim e disse: 2 metros., confesso que ficou um silêncio por uns 30 segundos porque meu "olhômetro" sabia que aquela informação não era correta., então perguntei à ela se já tinha tido na escola uma régua de 30 cm., a menina entendeu imediatamente, nós procuramos o lado correpondente à unidade (metro) e ela mediu novamente.
São coisas simples assim que eu quero ensinar aos meus estudantes., Eu quero lutar por esse laboratório, enquanto isto eu tenho a "Matemala", é uma mala de viagem que eu uso com muitos materiais simples: réguas, trenas, compassos, transferidores, balança digital, medidores diversos , lápis, borracha, papel milimetrado, etc...
O que eu quero de fato? Aumentar o número de estudantes que gostam de matemática, tirá-los do sofrimento na sala de aula . Vamos pelo menos tentar?
Abraços.
Em 1982 no último ano da faculdade eu já estava lecionando na rede pública estadual. Eu acho importante contar as histórias. O que foi que aconteceu? Ao longo desses anos todos, será que eu piorei? Eu me lembro de ter atingido um número muito maior de estudantes e usando uma régua de porcentagem ., acredito que entre 50 e 70% dos alunos conseguiam de alguma forma compreender no todo, o uso da matemática.
É claro que para muitos é paixão, não estão muito interessados nos motivos de fazer este ou aquele procedimento; fazem porque lhes dá prazer concluir um exercício., e aqueles que não têm muita afinidade com a disciplina, precisam de muitas explicações para fazer qualquer movimento que envolva questões matemáticas.
E eu acho muito normal questionar sobre temas que não nos interessam., eu pessoalmente não gosto de papo de economista, assim que vejo um falando na tv, mudo de canal, eles têm explicação para tudo e formas e fórmulas de fazer o dinheiro render mais ou menos, formas de comprar um bem que valorize mais ou menos e como o foco deles é exatamente esse , eu não me interesso em ouvir., mas eu sei uma coisa muito importante sobre administrar o dinheiro. Se gastamos mais do que ganhamos, ficaremos devendo para alguém.
Eu confesso que estou com meus "ovários" bem cheios da importância que se tem dado ao ensino da matemática e pouquíssimo investimento ou formas novas de ensinar. Vá até o Google e digite: O que há de novo no ensino da matemática?
Por isso quero demais conseguir um laboratório de matemateca (matemoteca) dentro da escola. Este laboratório poderia servir também aos professores de geografia e tantos outros.
O que eu verifiquei é que quando levo para a sala o "metro" aquele de bambu que a gente compra nas casas de materiais de construção, é uma guerra, todo mundo quer fazer, quer medir, eles adoram tocar, fazer estas atividades manuais e aqui cabe outra história:
Eu morava no Rio pequeno entre 2007 e metade de 2009. Eu fui até uma loja de produtos para animais comprar um portãozinho para instalar em uma das portas, por causa dos meus cães. Eu estava com as minhas medidas e pedi para a atendente medir o portão. Ela pegou aquele objeto que tem quatro faces, eu não sei exatamente quais unidades têm ali: metro, polegada, nunca peguei nas mãos um desses. Sei lá que lado ela usou, mas virou para mim e disse: 2 metros., confesso que ficou um silêncio por uns 30 segundos porque meu "olhômetro" sabia que aquela informação não era correta., então perguntei à ela se já tinha tido na escola uma régua de 30 cm., a menina entendeu imediatamente, nós procuramos o lado correpondente à unidade (metro) e ela mediu novamente.
São coisas simples assim que eu quero ensinar aos meus estudantes., Eu quero lutar por esse laboratório, enquanto isto eu tenho a "Matemala", é uma mala de viagem que eu uso com muitos materiais simples: réguas, trenas, compassos, transferidores, balança digital, medidores diversos , lápis, borracha, papel milimetrado, etc...
O que eu quero de fato? Aumentar o número de estudantes que gostam de matemática, tirá-los do sofrimento na sala de aula . Vamos pelo menos tentar?
Abraços.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Arte Culinária e Matemática
Arte Culinária é matemática sofisticada. Eu quero tentar juntar as duas coisas, postando algumas receitas que eu já fiz, vi resultados e sugerir atividades nas aulas de matemática intimamente conecatadas com culinária. Eu gosto muito de um fogão, é na cozinha que eu encontro a minha paz, que faço terapia solitária, que eu resolvo qualquer parada que esteja mal digerida no meu espaço emocional. É mágico, eu crio a paz fazendo comida, eu reuno as pessoas , preencho suas barriguinhas e as faço feliz. E é isso mesmo: "preenchimento" é o que precisamos para nos sentir completos. O alimento preenche nosso centro instintivo e ele é como um bebê pequeno, você precisa dar banho e mamadeira para ele dormir gostoso e parar de chorar. Cuidar do Centro Instintivo é abrir espaço para cuidar dos outros Centros: emocional, intelectual e motor .
Gostaria demais de ajudar meus alunos entenderem matemática, eu tento, estou sempre pensando nisso.Gostaria que toda escola tivesse um laboratório de matemática com uma cozinha., mas enquanto isso não for possível, vamos experimentar se funciona, se agrada.Abraços.
As idéias sobre os quatro centros: Instintivo, Motor, Intelectual e Emocional eu as lí nos livros de P.D. Ouspenky ("Fragmentos de um ensinamento desconhecido" e o "Quarto Caminho")
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